No passado dia 19 de novembro, o CEFAE/EPFA organizou uma Sessão de esclarecimento sobre "Saúde Física e Mental" no âmbito do projeto Grundtvig, no Centro Multifacetado das Novas Tecnologias, com a colaboração da Câmara Municipal de Vidigueira.
O objetivo da ação prende-se com a necessidade de abordar temas que esclareçam e promovam o debate entre a população adulta do concelho de Vidigueira no que respeita à saúde e ao envelhecimento ativo, ainda mais que 2012 é o "Ano Europeu da Solidariedade Intergeracional e Envelhecimento Ativo".
Na sessão estiveram presentes o professor de Educação Física da EPFA, Ricardo Rosa, e a psicóloga Patrícia Pitadas e os alunos da turma de 2º ano do Curso Profissional de Técnico de Apoio Psicossocial.
O primeiro técnico explanou sobre os “Benefícios e Cuidados da Atividade Física na Terceira Idade” e realizou ainda com a colaboração dos alunos do 2º ano de TAP, uma demonstração de exercícios físicos e da dança social Rumba Quadrada. É de salientar o envolvimento e empenho dos alunos nas atividades desenvolvidas, visto terem trabalhado com afinco e conseguido que os idosos participassem com entusiasmo nas atividades apresentadas.
No que respeita à questão dos benefícios da atividade física para a saúde mental foi feita uma apresentação por parte da psicóloga Patrícia Pitadas, que complementou a informação prestada.
Assim, o professor de Educação Física da EPFA, Ricardo Rosa explicou que nos adultos, com o avançar da idade, verifica-se uma regressão da aptidão e da performance física, no entanto, estes efeitos prejudiciais são em grande parte consequência e devem-se à falta de atividade física. O corpo é como uma máquina muito eficiente, que só usa o que faz falta e economiza na manutenção do que não é utilizado. O envelhecimento provoca entre outros perda da força muscular, diminuição da densidade óssea, flexibilidade, agilidade, coordenação e mobilidade articular.
Referiu ainda que a atividade física, realizada segundo um programa orientado e monitorizado promove a autonomia do idoso e a redução de doenças cardiovasculares, acidentes vasculares cerebrais e doenças respiratórias. Reduz situações de ansiedade e depressão, melhorando a autoestima e o bem estar social. Desta feita, informou sobre as principais atividades que se devem realizar, como por exemplo, natação, hidroginástica e caminhada, salientando que os exercícios físicos aeróbicos de baixa a moderada intensidade e reduzido impacto poderão também prevenir quedas, lesões musculares, sobrecarga articular e cardíaca. Para finalizar, reforçou que é muito importante que esta atividade física seja iniciada após avaliação médica cuidadosa e testes de aptidão física funcional para idosos aplicados por técnicos especializados.
A atividade física, quando bem orientada e monitorizada, é um meio que promove a saúde funcional do idoso, melhorando a sua qualidade de vida.
Posteriormente, foi a vez da psicóloga Patrícia Pitadas, referindo que há muito que são explorados os benefícios que a atividade física assume na saúde física dos indivíduos. Contudo, há que ressaltar a relação positiva que existe entre o exercício físico e a diminuição dos efeitos do envelhecimento não só a nível corporal, mas também mental e social. Esta foi uma das missões que orientou a sessão realizada no âmbito do projeto Grundtvig.
Quando falamos na idade adulta avançada, este assunto ganha um especial relevo, pois a atividade física permite melhorar a autoimagem e autoestima das pessoas idosas, que nesta fase da vida tende a ficar diminuída. Este impacto explica-se na medida em que praticar exercício físico (caminhadas, aeróbica, hidroginástica, danças de salão, entre outras), estimula os sentimentos de autoeficácia física. Quando realizado com frequência, permite acumular e generalizar os sentimentos de competência na pessoa, que por sua vez, acabam por promover o bem-estar individual e, consequentemente, permite aos idosos desfrutar de um envelhecimento bem-sucedido.
A psicóloga reforçou ainda que é, igualmente importante, a prática de exercício, pois impulsiona a independência funcional e a autonomia dos idosos. Conserva e melhora as suas funções cognitivas, como a atenção, a memória e o raciocínio, assim como promove os contatos sociais, aumentando os momentos de convívio e distração com outras pessoas, que são imprescindíveis para uma maior satisfação com a vida.
Deste modo, considera-se que a atividade física é um comportamento de saúde, pois ajuda na prevenção de doenças, assim como diminui a prevalência e severidade de certas doença psiquiatras, como a depressão, ansiedade e a Doença de Alzheimer.
Ricardo Rosa/Patrícia Pitadas/Elisabete Rosa
AGrundtvig Parcerias: 'Promover hábitos de saúde na idade adulta'
