No dia 2 de Abril, foi-nos dada uma aula bastante dinâmica, pelo Professor José Figueira, no âmbito sócio cultural.
Na aula fizemos diversos jogos, todos eles, segundo a minha opinião, tiveram em vista a aproximação entre as participantes, a desinibição, a solidariedade, a entreajuda, a partilha e a colaboração.
Começámos com um jogo em que sempre que nos encontrávamos tínhamos que nos cumprimentar, podia ser um aceno de mão, um beijo, um abraço… como quem não se vê há muito ou, ainda, o contrário, fazer uma careta com quem nos cruzávamos. Foi interessante, porque a partir daí se existissem barreiras entre nós, elas tinham desaparecido.
No 2º jogo todas nós “eramos” pinguins que estávamos a ser perseguidas por um “monstro”. Havia uns “icebergs” que, à medida que o jogo prosseguia, iam “derretendo”. Tínhamos que nos salvar todas, o que fazia com que cada vez fossemos ficando mais juntas, até restar apenas um “iceberg” e todas juntas conseguimos tal desígnio.
Seguiu-se o jogo da cadeira. Normalmente, neste jogo, cada um tenta ocupar uma cadeira, embora à medida que o jogo avança vá sempre ficando menos uma. Aqui não se passou assim, as cadeiras iam também ficando reduzidas, mas havia que ajudar todas as colegas a ficarem sentadas, mesmo quando já só havia uma, o que fez com que nos ajudássemos umas às outras e nenhuma ficasse de pé.
Depois foi o jogo com o beijo no cão de peluche, que consistiu no seguinte:
Foi feito um meio círculo com as participantes e o boneco foi passando de mão em mão, sem que antes dessemos um beijo em qualquer parte do peluche. Quando o boneco chegou ao fim do percurso, foi recolhido pelo Professor e agora era a vez de cumprimentarmos a colega que estava do nosso lado direito, dando-lhe um beijo na mesma parte do corpo onde havíamos beijado o peluche.
A aula continuou com o jogo da teia. Começámos por fazer uma roda e fixar, quer a pessoa que estava à nossa direita quer à esquerda. Depois andávamos até o professor dar ordem para todas ficarmos juntas. Nesse momento tínhamos que conseguir dar as mãos a quem, no início, tinha ficado à nossa esquerda e à nossa direita. Escusado será dizer que resultou num emaranhado, daí o seu nome “teia”, que só com a colaboração de todas foi possível voltar à posição do começo do jogo.
Fomos depois divididas em dois grupos para tentarmos resolver dois jogos quebra-cabeças, apresentados pelo Professor, em que apenas com a mudança de parte das peças colocadas, havia que dar-lhe solução. Aqui foi difícil, porque o nosso cérebro já começa a estar um pouco cansado, mas não deixou de ser interessante, porque nos obrigou a pensar.
Terminámos com o jogo das profissões.
Foi entregue a cada uma das participantes um envelope. Dentro dele havia um cartão onde estava escrita uma profissão. O que se seguiu foi adivinhar que profissão estava no envelope quando a colega, por gestos, tentava dar pistas. Como havia algumas repetições de profissões, no final as participantes com essas repetições, representavam uma pequena história.
Depois de tudo isto, tinham passado cerca de duas horas, sem que tivéssemos dado pela passagem do tempo, o que equivale a dizer que gostámos.
Todos os jogos foram muito interessantes, quando a aula terminou todas nós ficámos mais próximas umas das outras, porque sem a presença constante dos fatores de união já referidos (colaboração, entreajuda, desinibição, aproximação, solidariedade e partilha), não seria possível a aula resultar de forma tão positiva.
Vidigueira, 3 de Abril de 2014
A formanda do projeto Grundtvig: Graciete Apolinário
AGrundtvig Parcerias: 'Promover hábitos de saúde na idade adulta'
